Educação no Brasil Império

Conheça os rumos que a educação no Brasil tomou após a Independência do país, seus pontos positivos e negativos no período imperial.


Bandeira do Brasil impérioA história da educação no Brasil começa no período colonial com a vinda dos jesuítas para cá, teoricamente os primeiros professores que tivemos em nossas terras. Num segundo momento vimos nossa educação tomando caminhos sombrios, com a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, o Brasil viveu uma revolução regressiva na educação. Posteriormente, em 1808, com a vinda família real para a colônia, o país passou por um período de grande desenvolvimento, econômico, político e intelectual. A educação no Brasil Império passou por um período obscuro, pois nas escolas públicas o número de evasão era enorme, a população não queria estudar e a educação era de baixa qualidade.

História da educação no Brasil Império

Dom Pedro com a bandeira do ImpérioCom a Proclamação da República e a independência do Brasil, o país ganha sua primeira constituição, a Carta Magna de 1824, influenciada pela constituição francesa de 1791, era um documento altamente liberal, em que a educação foi um ponto salientado pela constituição, um dos seus artigos dizia que a instrução primária e gratuita era para todos os cidadãos do Império.

         

Para suprir a falta de professores no Império, foi adotado um método de ensino denominado Lancaster, que consistia num método de educação de ensino mútuo em que os alunos treinados ou mais adiantados ensinavam um grupo de dez alunos sob a supervisão de um inspetor. Esse método de educação, porém teve prazo de validade e fracassou. Em 1834 o Ato adicional à Constituição descentralizou a administração do ensino Brasil império, assim as províncias passaram a ser responsáveis pela educação primária e secundária e a obrigação em dar educação gratuita a população passou a ser das províncias, ficando o governo nacional do Império responsável apenas pela educação superior e pelas escolas do Rio de Janeiro.

Educação secundária no Brasil Império

Faculdade Largo de São FranciscoO colégio D. Pedro II foi construído com a finalidade de servir de modelo na educação secundária, efetivamente não conseguiu alcançar tal objetivo, tendo como finalidade maior preparar seus alunos para a educação superior. Ora se enfatizava matéria científica ora matéria literária, isto ocorria devido às ideias positivistas e humanista-jesuíticas.

Vale ressaltar também a Reforma Leôncio de Carvalho, de 1879, Leôncio de Carvalho era ministro do Império e professor da faculdade de direito de São Paulo. Promulgou um decreto instituindo a liberdade da educação primária e secundária no município da Corte e liberdade de ensino superior em todo Império. Tal decreto consistia em, todos que se achassem capazes de ensinar podiam o fazer e usar os métodos que quisessem e os alunos secundários e da educação superior eram livres para escolher a matéria que quisessem estudar, o decreto era rigoroso apenas na exigência de exames.

Educação superior no Brasil Império

Colégio D. Pedro II em construçãoNo tocante a educação superior no Império, pela lei de 11 de agosto de 1827, criou-se dois cursos jurídicos, um em São Paulo no Convento de São Francisco e outro em Olinda, no Mosteiro de São Bento. O primeiro é conhecido como a prestigiada Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, ambos começaram a funcionar em 1828. Estes dois cursos foram de grande importância para a educação da elite brasileira no Império.

Concluímos que, a educação no Brasil Império pecou em vários aspectos, criando muitas leis que tratavam da educação, mas, muitas delas na prática não aconteceram efetivamente. Os preceitos ligados à educação difundidos no Brasil Império foram desenvolvidos melhor no período republicano.

Mais informações sobre educação no Brasil e Brasil Império

0 voto



Laura
23/10/12


Mais informações por email.

Deixe uma resposta

Para comentar você precisa realizar seu login com o Facebook

X
Curta a página