Incompatibilidade sanguínea materno fetal

A incompatibilidade sanguínea envolve os fatores Rh e pode trazer muitas complicações para a gestante e possíveis riscos à saúde do bebê.

Diferença do RH entre o feto e a gestanteA doença hemolítica é causada pela incompatibilidade sanguínea materno-fetal que se refere ao sistema Rh. Para quem não sabe, o sistema Rh é constituído por 48 antígenos que são proteínas presentes nas membranas das hemácias sanguíneas. O antígeno mais importante é o antígeno D e a sua presença ou ausência causa a negatividade ou a positividade para o fator Rh, ou seja, a presença do antígeno D se refere ao fator Rh+ e a sua ausência se refere ao fator Rh-. Com relação à genética, indivíduos com fator Rh+ podem ser homozigotos ou heterozigotos. Homens com fator Rh+ que são casados com mulheres com fator Rh- só irão ter filhos de fator Rh+, mas se o homem tiver um fator Rh+ , for heterozigoto e casado com uma mulher com fator Rh- pode gerar filhos Rh+ e Rh-.

Incompatibilidade

Antígenos no fator RhO problema está relacionado aos fetos com fator Rh+, que podem causar imunização nas gestantes com fator Rh-. Essa diferença de fator acaba estimulando a produção de anticorpos no organismo materno e isso se deve por conta da passagem de hemácias fetais através da circulação sanguínea do cordão umbilical, ocorrendo uma produção progressiva de anticorpos para destruir as hemácias com fator Rh- do feto, aumentando de maneira significativa até a hora do parto.

                       

Essa incompatibilidade do fator Rh é uma doença que acomete o feto e não necessariamente a mãe. Contudo, o problema aumenta o risco de parto cesariano, a impossibilidade de ter mais filhos e até mesmo a perda do bebê. O recém-nascido pode apresentar a hemólise, anemia, edema generalizado, ascite por insuficiência cardíaca e anasarca, fazendo com que o bebê sofra muito com essa incompatibilidade.

Níveis

Antígenos no fator RhHá vários graus da doença e a morte do feto acontece somente quando a doença não é diagnosticada já no pré-natal. A ausência do tratamento acaba levando o feto ao óbito. Entretanto, se for uma doença de grau mais leve, o bebê nasce com anemia, icterícia que aparece por causa da hemólise, já a mãe acaba ficando sensibilizada e isso pode acontecer em outra possível gestação.

Este problema pode não ocorrer na primeira gravidez, pois pode causar uma sensibilização que pode não comprometer o feto e a gravidez, mas, em outra gestação, quando o organismo da mulher entrar em contato com um novo antígeno de fator Rh+, pode ocorrer a estimulação para a produção de anticorpos. Por isso, a importância de se fazer um exame de sangue no início da gestação para analisar a tipagem sanguínea do sistema ABO e Rh da gestante, do pai e do feto.

No parto quando se corta o cordão umbilical a mãe tem uma grande quantidade de sangue fetal em sua circulação, por isso, é dada uma vacina com anticorpos para destruir essas hemácias fetais, antes mesmo que eles ativem o sistema imunológico da mãe e causando a sensibilização e um possível problema na próxima gestação.

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Thaís
30/07/11


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