Em uma família as pessoas sempre imaginam que os filhos são ou deveriam ser tratados da mesma forma pelos pais, independente de sexo ou idade. Os filhos nunca são iguais, suas personalidades, suas preferências ou mesmo as suas próprias maneiras de gostar de alguém, também nunca são iguais e com os pais é a mesma coisa. É impossível amar por igual duas pessoas diferentes, embora tudo isto possa ocasionar um mal-estar na família, causando uma sensação de culpa com relação aos pais. Mas não é nada que possa preocupá-los, pois esta relação de preferência faz parte da natureza humana.
Diferença passa despercebida pelos pais

Os pais, muitas vezes, têm uma identificação melhor com um dos filhos e o trata de forma diferenciada. Mas eles não fazem isto deliberadamente e quando se dão conta disso, por intermédio dos outros filhos, pessoas próximas ou mesmo por um terapeuta, ficam chateados com esta situação incômoda. Por isso dizemos que este procedimento de preferência não se dá em nível de realidade, mas em nível de inconsciência.
Determinados pais até abrem o jogo falando até que ele é mais amoroso com eles, e na contrapartida, que o outro se incomoda mais com seus amigos.
Os pais deveriam pensar melhor sobre isso? Não deveriam procurar saber o motivo porque ele busca somente os amigos? Isto não seria a preferência deles pelo seu irmão?
O que essa diferença pode ocasionar?
Existe um perigo muito sério se o irmão menos preferido percebe isto. O seu comportamento corre o risco de manifestação violenta, do uso bebidas ou mesmo de outros produtos nocivos à sua saúde mental e física.
Ele pode estar chamando a atenção dos pais como que dizendo: “Hei, sou seu filho, amo vocês e quero também a sua atenção!”. Porém, é uma forma negativa que pode custar muito a ele e à família, como um todo. Vê nisso, a única forma de ser notado pelos pais.
Muitos casos já divulgados pela imprensa, com relação às violências praticadas por parte de adolescentes. Seriam os pais, também os responsáveis em parte por estas atitudes? A diferenciação no tratamento, discriminado e negligenciado junto aos outros irmãos, pode sim, ser um fator auxiliar para a entrada num mundo paralelo.
Até fora da família os filhos não podem ser julgados antes de uma avaliação criteriosa, tanto por parte dos pais, como pela sociedade. O que se deve fazer é buscar uma solução e, no caso da família deve ser presente e deve estar presente.

O que fazer para solucionar o problema?
Embora todos saibam que diferenças existem, é preciso saber trabalhar com a situação. Afinal de contas, os dois são filhos. Quando um filho faz esta cobrança de estar sendo tratado de forma diferente, o melhor é explicar de imediato, mas evitando sempre a justificativa de que o irmão é “mais estudioso”, “mais inteligente” ou outras qualidades mais que o irmão tem.
A diferença de tratamento percebida por um dos filhos que, embora seja da natureza humana, deve ser vista pelos pais com zelo, carinho e muita transparência. E em alguns casos se faz necessário a ajuda de um terapeuta.
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Tags: Diferença, fazem, filhos, pais










































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