Amar, verbo intransitivo

O amor é algo intrigante, confortável e que abala as estruturas dos apaixonados. Veja o porquê de amar ser um verbo intransitivo.

Você deve estar se perguntando por que o título define o verbo amar como intransitivo, e não transitivo direto - gramaticalmente falando -, afinal quem ama, ama alguém, o que exige um complemento. A questão é que para amar não precisa de motivos, de complementos, de porquês, por isso ele torna-se intransitivo. Você simplesmente ama por amar! Pois amar é uma escolha diária, o amor de verdade é aquele que não busca interesses, ele simplesmente é assim: voluntário, consciente e consequente, pois é algo que escolhemos, é algo que pensamos, e é algo que se mede pelas consequências, visto que mesmo fazendo mal ainda há insistência por alguma das partes.

Amar verbo intransitivo

"1 Coríntios: 13. 4. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, 5. não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; 6. não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; 7. tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". - Bíblia

O grande escritor e poeta pré-modernista Mário de Andrade foi o primeiro a enxergar e passar para o papel uma visão diferente sobre o amor. Através do livro, cujo título é o mesmo que designei a esse artigo, transpõe um lado desse sentimento que para muitos ainda é desconhecido, inexplorável.

Esse sentimento é tão complexo que envolve não só os humanos, como também os animais. A ligação afetiva entre animal e humano vai além da compreensão de humanidade.

As diversas formas de amar

O amor está presente até nos mais descrentes, isso por que há varias formas de demonstrar e interagir com esse sentimento, pois toda ou qualquer forma de afetividade é uma ligação interna e que varia de sujeito para sujeito, ou seja, em alguns mais e outros menos.

Dentre todas as formas, podemos citar 3 tipos de amor que se encontram presentes na humanidade desde os tempos mais remotos: o Ágape, o Philos e o Eros.

Tipos de amor

Ágape: Esse modo é o que podemos chamar de amor do afeto, um tipo de amor que está além das imperfeições carnais. É o que podemos definir pelo amor divino, puro, sem intenções e familiar.

Philos: Esse amor é o que está ligado ao relacionamento mútuo, dedicado, fraternal. É o que podemos definir por amor racional, que é ligado à sabedoria. Através do Philos, relacionamos o amor de amizade que une seres e não o torna dependente do carinho de outrem.

Eros: O sentimento que inunda o coração dos românticos, que cria devaneios sem limites nos pensamentos. Esse tipo de amor é o que definimos por amor carnal. O que envolve o instinto, as loucas paixões, as atrações seguidas pelo gosto suave do prazer. É o amor responsável pela preservação da espécie.

Ódio e amor, uma ligação frágil.

Da mesma forma que há luz e escuridão, há amor e ódio. Quem é capaz de amar, é capaz de odiar. Isso é uma certeza que todos podem ter na vida, o amor gera dor, a dor gera ódio. Esse ciclo é um caminho muito perigoso e muitos podem se perder, principalmente quando não equilíbrio entre o amor Ágape e Philos.

A dor e o ódio de uma pessoa magoada não podem ser sentidas por ninguém, além dela mesma. Tudo por que esse sentimento é individual e intransferível. Você pode tirar aquele (a) que te faz mal do foco de sua mente, mas esquecer, jamais.

Amor e ódio

Falar que nunca mais irá amar alguém é muito fácil de dizer, só que difícil de fazer; isso por que o coração – sentido abstrato da palavra – pode ser preenchido. A felicidade é algo que pode ser encontrado de várias maneiras a partir do que se pode amar, por isso valorize quem te ama, isso pode ser a sua família, amigos, pessoas queridas, etc; quebre a cara com relacionamentos, levante-se, saia da sofrência, e quem sabe o seu verdadeiro amor não te espera ao fim de algum passeio. Afinal, já dizia Vinícius de Moraes no Soneto de Separação: “[...]E de sozinho o que se fez contente. Fez-se do amigo próximo, distante. Fez-se da vida uma aventura errante. De repente, não mais que de repente”.

02/04/15 por Luis Carlos

   

Mais informações por email

Comentários

  1. Reitero: "deus é amor!"

    samuel alencar

    05/04/15

  2. Deus é amor!

    samuel alencar

    03/04/15

Comentar