Doença de Wilson tratamento

Confira as formas de tratamento nutricional e fisioterapêutica da doença de Wilson, que provoca acúmulo de cobre no organismo.

Médico com estetoscópioA Doença de Wilson, é uma alteração genética na qual ocorre um aumento de cobre no organismo. No início o cobre se acumula no hepatócito (células encontradas no fígado) e depois em outros órgãos e tecidos, principalmente na massa cerebral, córnea e sistema renal.

O cobre está presente na maioria dos alimentos que consumimos, sendo tão essencial quanto as vitaminas, porém "bem aceito" apenas em pequenas quantidades.

Nos portadores da doença de Wilson, o cobre poderá se acumular desde o nascimento, resultando em comprometimentos no fígado e o cérebro, causando doenças hepáticas e sintomas psiquiátricos e neurológicos. Para diagnosticar essa doença são necessários exames clínicos, bioquímicos e análise do histórico familiar. Se não diagnosticada e tratada precocemente, a Doença de Wilson pode desenvolver consequências graves e levar à morte

Essa doença é de fácil tratamento, com uma terapêutica certa, o desenvolvimento da doença de Wilson pode ser interrompida e os sintomas podem ser revertidos.

Confira os tipos de tratamento da doença de Wilson.

Tratamento nutricional da doença de Wilson

Garfo e facaO objetivo do tratamento para doença de Wilson é retirar o excesso de cobre acumulado no organismo e prevenir um novo acúmulo dessa substância, aumentar a sua excreção (principal forma de tratamento) e reabilitar o paciente, através da fisioterapia.

O tratamento nutricional é associado aos tratamentos médicos, ou seja, são recomendadas medicações associadas a uma dieta alimentar com o mínimo possível de ingestão de cobre, pelo menos na fase da remoção do excesso dessa substância. A dieta restrita e indicada por um nutricionista é baseada na baixa ingestão de cobre, o ideal é consumir menos de 0,6mg/ dia, sendo que a ingestão de uma pessoa normal é em média de 2 a 5mg/dia.

Espetinho de camarão(1)No tratamento nutricional, recomenda-se diminuir o consumo de alimentos ricos em cobre como camarões, lulas e ostras, que concentram o cobre da água de mar, as carnes como o fígado, , e outros alimentos e grãos como a castanha, nozes, amêndoas, sementes de girassol, passas, feijão, grãos-de-bico, lentilhas e o chocolate, já que esse produto contém 36,4 mg/ kg da substância.

Outros alimentos também contêm uma quantia significativa de cobre são as batatas, ervilhas, cogumelos, algumas verduras escuras e algumas frutas como os coco, pêssego e maçã. Os laticínios têm baixo conteúdo de cobre, porém a sua concentração no leite materno é alta.

Os nutricionistas também recomendam como tratamento o consumo da pectina, uma proteína muito importante para os portadores da doença de Wilson, já que é capaz de se unir ao cobre e impedir que ele seja absorvido para dentro das células. Alguns exemplos de alimentos ricos em pectina são as bananas, goiaba sem pele e sem semente, cenoura cozida e chuchu.

Tratamento fisioterapêutico da doença de Wilson

FisioterapeutaOs portadores da doença de Wilson podem apresentar várias anomalias motoras, como tremores ou descoordenação motora, dificuldades para escrever e andar, descoordenação no andar, distonia (movimentos involuntário dos músculos), reflexos anormais, dificuldade para falar e para engolir e reações oculares anormais, afetando suas habilidades e ações cotidianas.

O objetivo do tratamento fisioterapêutico é reabilitar o paciente, e as técnicas do tratamento devem ser baseadas nos sintomas apresentados por eles. A avaliação feita no indivíduo consiste em descrever o tipo de movimento estranho presente e os fatores que influenciam o grau de distonia.

Os sintomas motores dos pacientes podem ser reduzidos com técnicas específicas do tratamento fisioterapêutico que diminuem a contração dos músculos.

É importante que as sessões de tratamento sejam bem organizadas e planejadas, pois o padrão emocional do portador da doença de Wilson é instável.

Após o diagnóstico da doença, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, pois seu atraso pode provocar agravamentos irreversíveis e ser mantido ao longo da vida. Mesmo sendo uma doença que pode levar à morte se os tratamentos nutricionais, fisioterapêuticos e médicos forem adequados, os sintomas da doença de Wilson podem ser revertidos e o indivíduo poderá levar uma vida com qualidade.

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11/10/12 por Maria Carolina

   

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