Nova Política de Privacidade Google gera polêmica

Na última quinta-feira, o Google lançou a nova Política de Privacidade, anunciada em janeiro, animando discussões sobre privacidade.

Para o Google, a nova política não altera a essência da interatividade entre o usuário e internet.

GoogleA nova Política de Privacidade do Google, que começou a vigorar na última quinta-feira, é tema de discussão entre os mais ávidos usuários da internet e em blogs e publicações que dedicam-se ao assunto world wide web.

A gigante da Mountain View não fez surpresa – desde janeiro serviços como o Orkut, Gmail, Google+, Youtube e o Search alertaram para mudanças no regulamento.

O que mudou

Olhos refletindoEm síntese, a principal mudança é que com o novo regulamento, único para mais de 60 serviços, as informações fornecidas pelo usuário em um dos sites da empresa poderão ser direcionadas para outros serviços. Num exemplo, os contatos da sua conta no Gmail serão exportados pelos robôs Google quando você acessar outros serviços como o Google+.

Com o novo contrato o usuário tem acesso a um painel de controle de gerenciamento de todos os serviços. Para alguns críticos de direito digital, esse é outro ponto negativo da jogada da empresa, já que informações sobre procedimentos, termos de uso e alguns tópicos de ajuda foram reduzidos.

O que gerou polêmica

Teclado de computadorO controle sobre a vida online do usuário é o principal norte de quem debate apontando os contras da mudança. Para esses críticos, a segmentação de informações vai além da exposição generalizada de dados sobre o usuário. Com as rédeas nas mãos, o Google passaria a direcionar serviços, conteúdo e publicidade a partir do perfil rascunhado do usuário. Assim, a web, que conceitualmente é um universo de milhões - se não incontáveis - galáxias, passaria a ser reduzida.

Quando a redução dos termos do "contrato", para o advogado de direito digital, Victor Haikal, em matéria publicada pelo G1, essa redução dá maior mobilidade para alterações. “Se você deixa seus procedimentos fixos em um documento, é mais difícil mudá-los a toda hora, do que alterar uma seção de uma página. Esse tipo de documento é feito para não ser alterado”, afirma.

Recentemente, EUA e Japão esquentaram discussões sobre privacidade na rede, afim de que os usuários tenham mais consciência e controle sobre as informações que oferecem. Na onda desse “protecionismo” a União Europeia e a Comissão Nacional da Informática e das Liberdades da França também manifestaram contrariedade à novidade Google, questionando a legalidade e a ética do procedimento.

02/03/12 por Jessica

   

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